Modificação De Práticas Sociais Analisado Pelo Viés Institucional:Lei De Cotas E A Participação Da Mulher Na Política Brasileira

Thalles Vichiato Breda, Laura Arantes Gobbi

Resumo


Apresenta-se um estudo relativo à institucionalização das práticas sociais, sua capacidade de modificação ou preservação. Como estudo de caso, a Lei de Cotas de 1997, que institui participação mínima de 30 % de mulheres nas candidaturas para cargos de voto proporcional.  No caso analisado, recortam se os cargos para deputadas federais e estaduais, pelo Estado de São Paulo, no período de 1994 a 2014. O objetivo deste estudo é verificar se a Lei de Cotas conseguiu seu objetivo, de aumentar a participação da mulher na vida politica. Os dados analisados do TSE, partem do numero de candidatas e números de eleitas, buscando compreender a natureza e o efeito desta relação. Os dados obtidos mostram que o processo de institucionalização com motivação externa da sociedade tendem a ser mais lento no seu papel de modificação.  A porcentagem mínima ainda não foi atingido, beirando a média de 28%. Para além da problemática das cotas, há de se destacar que o papel naturalizado da mulher se identifica com o espaço privado e doméstico, sendo este, além do arcabouço institucional partidário, que reflete as práticas sociais também, mais um obstáculo para a superação da desigualdade de gênero.

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