Preferências Simplificadas: Uma Crítica Ao Modelo Da Escolha Racional

André Matheus Almeida de Silva, Bruno Luiz Guillardi

Resumo


Um dos maiores problemas de modelos analíticos tidos como “limpos” são as suas simplificações da realidade, e a Teoria da Escolha Racional, contida no Neo-Institucionalismo, não foge a essa regra. Desta forma, nesse breve artigo procuraremos, através de uma metodologia qualitativa de discussão teórica, problematizar a hipótese de que tal labor teórico ainda carrega uma imagem simplista de maximização das motivações humanas, dado que a noção de racionalidade não se pode limitar somente à maximização dos ganhos materiais e/ou visíveis, mas deve incluir fatores como desejos, crenças, moralidades e outras preferências. A partir disso, buscamos mostrar que existe uma transposição da “maximização das preferências” para a “satisfação das preferências”, porém essa mudança não minimiza a dificuldade de mensuração desta última categoria. Com a introdução das noções de racionalidade e de ideologia, concluímos que ambas em conluio obscurecem “situações ótimas” – considerando a complexidade da realidade – e fazem com que não apenas os indivíduos deixem de racionalizar suas escolhas, mas também as instituições que, no limite, modulam e são moduladas pelo embate com as pessoas.  



Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.